Melhor Maquininha para CNPJ em 2026: taxas, aluguel e veredito por faixa

Lucas Ayala Por Lucas Ayala · Especialista em crédito e adquirência ·Atualizado
Resposta rápida

Para CNPJ com faturamento, a Cielo é a opção mais completa: no plano com aluguel o débito fica em 1,19% e o aluguel é isento a partir de R$ 15 mil por mês, sem cobrança por aparelho. A Cielo é também a única das grandes que reúne conta PJ, TEF e integração com PDV no mesmo CNPJ, com Banco do Brasil e Bradesco no controle. Quem ainda vende pouco e não quer custo fixo paga menos na InfinitePay (1,37%), PagBank (1,44%) ou Ton (1,69%), que não cobram aluguel. A Getnet publica 0,95% no débito, porém cobra aluguel por aparelho. Stone e Rede só trabalham com taxa negociada. O ponto de virada entre pagar aluguel e não pagar fica em torno de R$ 2 mil por mês em débito.

O trade-off que define a escolha: aluguel x taxa

Existe uma regra que quase nenhuma página de comparação assume: quem cobra a menor taxa de débito para CNPJ cobra aluguel pelo equipamento. A Getnet leva o débito a 0,95% no plano Aluguel e a Cielo leva a 1,19% no plano com aluguel, ambas com mensalidade pela máquina. Já Ton, PagBank, InfinitePay, Mercado Pago e SumUp não cobram aluguel nenhum, e nenhuma delas entrega 0,95% de débito na tabela cheia.

O aluguel é custo fixo. A taxa é custo variável. Custo fixo machuca quando o faturamento é baixo e vira detalhe quando o faturamento é alto. É por isso que "qual a melhor maquininha para CNPJ" tem respostas diferentes para uma barbearia que fatura R$ 4 mil por mês e para um mercado de bairro que fatura R$ 40 mil. A pergunta certa não é qual maquininha é melhor, é a partir de qual volume o aluguel se paga.

Operadora e planoDébito na tabela cheiaAluguel mensalCobra custo fixo?
Getnet, plano Aluguel0,95%R$ 14,90 (Get Mini) a R$ 129,90 (Smart)Sim
Cielo, plano Aluguel1,19%R$ 99,90, grátis acima de R$ 15 mil por mêsSim, até a isenção
InfinitePay1,37%Não temNão
Getnet, plano Adesão1,39%Não temNão
PagBank, plano Super Max1,44%Não temNão, mas exige vender mais de R$ 2.000 por mês
Ton, faixa de entrada1,69%Não temNão
Cielo, Comodato1,90%Não temNão
Mercado Pago1,99%Não temNão
PagBank, plano Essencial2,39%Não temNão
StoneA partir de 0,74%, negociadaNão publicaNegociado caso a caso
RedeNegociadaNão publicaNegociado caso a caso
SumUpNão publica a taxa cheiaNão temNão

A conta que resolve a discussão

A diferença entre a Ton na faixa de entrada (1,69% no débito) e a Getnet no plano Aluguel com a Get Mini (0,95%) é de 0,74 ponto percentual. A Get Mini custa R$ 14,90 por mês. Divida R$ 14,90 por 0,0074 e o resultado é aproximadamente R$ 2.013. Traduzindo: passando mais de cerca de R$ 2 mil por mês em débito, o aluguel da Get Mini já se pagou e a Getnet fica mais barata que a Ton naquela faixa. Abaixo disso, a Ton sai na frente. Esse é o número que decide, e ele é pequeno.

A mesma conta contra a Cielo dá outro resultado, porque o aluguel é bem maior. A Cielo no plano com aluguel cobra R$ 99,90 por mês e 1,19% no débito, uma diferença de 0,50 ponto percentual contra a faixa de entrada da Ton. R$ 99,90 divididos por 0,005 dão cerca de R$ 20 mil por mês em débito para o aluguel se pagar. Acontece que a Cielo isenta o aluguel a partir de R$ 15 mil de faturamento mensal, e é exatamente aí que a lógica vira: com o aluguel zerado, o 1,19% da Cielo passa a competir sem custo fixo nenhum e a conta deixa de ter breakeven.

O que essa conta não captura, e você precisa somar antes de assinar:

  • O prazo de recebimento. A Getnet paga em D+2, a Ton e a Cielo em D+1, a Stone em D+0. Dois dias de caixa têm valor real para quem compra estoque toda semana.
  • O crédito parcelado. A Getnet no plano Aluguel cobra 16,85% em 12x, contra 12,40% da InfinitePay. Quem parcela muito inverte o ranking do débito.
  • O Pix. Ton, InfinitePay e SumUp não cobram nada. A Cielo cobra 0,99% depois dos 30 primeiros dias. O PagBank tem teto de 1,89%.
  • A bandeira. O plano Aluguel da Getnet publica 0,95% para Visa e Mastercard. Outras bandeiras seguem outra tabela.

Cielo para CNPJ: quando a taxa negociada compensa

Quem tem CNPJ joga um jogo diferente do MEI que está começando. A partir de certo volume, a maquininha deixa de ser decisão de preço de tabela e vira decisão de negociação. É aí que a Cielo entra. Ela publica dois planos (Aluguel, a 1,19% de débito e 3,45% de crédito à vista, e Comodato, a 1,90% e 4,30%), mas o modelo real da casa é definir a condição caso a caso, conforme faturamento, ticket médio e mix entre débito, crédito à vista e parcelado.

Isso muda o cálculo. Segundo o Sebrae, quem negocia a taxa paga cerca de 0,4 ponto percentual a menos do que quem aceita a primeira condição oferecida. Para um CNPJ que passa centenas de milhares de reais por ano na maquininha, 0,4 ponto percentual não é detalhe, é margem. E a isenção do aluguel de R$ 99,90 a partir de R$ 15 mil por mês retira da conta justamente o custo fixo que pesa contra as adquirentes tradicionais. O Pix da Cielo é gratuito nos primeiros 30 dias, depois passa a 0,99%, e exige CNPJ.

A tese da adquirente-banco: tudo no mesmo CNPJ

A Cielo é a líder histórica da adquirência brasileira e é controlada por Banco do Brasil e Bradesco. Na prática, ela trata conta PJ, crédito e cartão dentro da mesma relação bancária, com o mesmo CNPJ. Para uma empresa que já opera com BB ou Bradesco, concentrar a adquirência ali costuma abrir uma conversa melhor sobre taxa, antecipação de recebíveis e limite de crédito, porque o banco enxerga o fluxo que passa pela maquininha como garantia. Uma adquirente independente não tem esse lastro. Segundo a ABECS, cinco adquirentes concentram cerca de 96% do TPV do país (Stone, PagBank, Cielo, Mercado Pago e Rede), num mercado que movimentou R$ 4,3 trilhões em cartões em 2025. A Rede, do Itaú, segue a mesma lógica e dispensa tarifa da conta PJ acima de R$ 20 mil por mês. A Stone foi na direção oposta e se reposicionou em maio de 2026 como "O Banco de Quem Empreende".

PDV, TEF e LIO On: o fator que decide em loja física

Existe um ponto em que a taxa deixa de ser o único critério: quando a empresa tem frente de caixa. O TEF da Cielo integra o pagamento diretamente ao PDV, o que elimina a digitação manual de valor, reduz erro de operador e fecha o caixa batendo com a venda. A Cielo LIO On vai na mesma direção, com um POS que já roda o PDV dentro do próprio aparelho. A linha se completa com Flash, Smart e Tap (o celular como maquininha), e a gestão fica no app Cielo Gestão. Para supermercado, farmácia ou qualquer CNPJ com conciliação séria, essa integração costuma valer mais do que alguns centésimos na taxa. Veja as condições da Cielo para CNPJ e como funcionam as taxas da Cielo.

Sendo direto: se o seu CNPJ ainda vende pouco, o plano Comodato da Cielo (1,90% no débito) não bate InfinitePay nem Ton, e não faz sentido forçar. A Cielo compensa quando existe volume para negociar, quando o aluguel some pela isenção acima de R$ 15 mil por mês e quando a integração com PDV, a marca ou a rede de atendimento entram na conta. Entenda os motivos para escolher a Cielo e as vantagens da Cielo no grande varejo.

Tabela de taxas para CNPJ (julho de 2026)

Os números abaixo foram conferidos direto nas páginas oficiais em julho de 2026. Onde a operadora não publica a taxa, a tabela diz que não publica, porque inventar número aqui é o que faz um lojista assinar contrato errado. Onde a condição é promocional e expira, a tabela avisa. Compare também o panorama geral de taxas de maquininha.

Operadora e planoDébitoCrédito à vistaCrédito 12xPixAluguelRecebimento
Ton, promoção (30 dias ou até R$ 5 mil em vendas)0,57%0,57%7,97%Grátis com chaveNão temD+1
Ton, até R$ 3 mil por mês1,69%3,86%20,39%Grátis com chaveNão temD+1, D+0 opcional
Ton, de R$ 3 mil a R$ 6 mil1,39%3,34%12,38%Grátis com chaveNão temD+1, D+0 opcional
Ton, acima de R$ 30 mil1,19%Não publicaNão publicaGrátis com chaveNão temD+1, D+0 opcional
InfinitePay, até R$ 20 mil1,37%3,15%12,40%GrátisNão temD+1
PagBank Super Max (exige mais de R$ 2.000 por mês)1,44%3,49%Não publicaTeto de 1,89%Não temNão publica
PagBank Essencial2,39%4,99%Não publicaTeto de 1,89%Não temNão publica
Mercado Pago, até R$ 3 mil1,99%4,98%Não publica0,49%Não temNão publica
SumUp, promoção do 1º mês0,80%2,85%9,90%Grátis no SumUp BankNão temNão publica
SumUp, taxa cheiaNão publica, ajusta por faturamentoGrátis no SumUp BankNão temNão publica
Cielo, plano Aluguel1,19%3,45%14,79%0% por 30 dias, depois 0,99%R$ 99,90, grátis acima de R$ 15 milD+1
Cielo, Comodato1,90%4,30%19,00%0% por 30 dias, depois 0,99%Não temD+1
Getnet, plano Adesão1,39%3,49%12,88%Não publicaNão temD+2
Getnet, plano Aluguel (até R$ 20 mil, Visa e Master)0,95%3,15%16,85%Não publicaR$ 14,90 a R$ 129,90D+2
Get Tap (celular como maquininha)0,99%2,98%15,88%Não publicaNão temD+2
StoneA partir de 0,74%, negociadaA partir de 2,99%, negociadaNegociadaNão publicaNão publicaD+0
RedeNegociadaNegociadaNegociadaNão publicaNão publicaNão publica

Três leituras importantes dessa tabela. Primeiro: a linha promocional da Ton (0,57% no débito e no crédito à vista) vale por 30 dias ou até R$ 5 mil em vendas, o que vier antes, e depois disso a conta muda inteira. Segundo: a Ton não tem uma das entradas mais baratas na entrada. Com 1,69% de débito na faixa inicial, ela fica atrás de Getnet Aluguel, Cielo Aluguel, InfinitePay e PagBank Super Max. Terceiro: o piso de 0,74% da Stone é um "a partir de", ou seja, um número de vitrine que ninguém garante antes de olhar o seu faturamento.

Onde a Ton realmente ganha

Se a Ton não vence no número de entrada, por que continua sendo uma escolha racional para muito CNPJ? Porque o pacote dela não é a taxa. A Ton não cobra aluguel, oferece Pix grátis com chave cadastrada (0,49% sem chave), dá garantia vitalícia no equipamento, entra a 0,57% nos 30 primeiros dias e aceita CPF e CNPJ, o que quase nenhuma concorrente forte faz. O aparelho de referência, o T3 Smart Ton Mega+, saiu de R$ 671,43 para R$ 191,88, com internet ilimitada e atendimento 24 horas. É um pacote de baixo atrito, não de menor preço. Confundir as duas coisas é o erro mais comum nessa decisão.

Quanto você fatura muda tudo

A Ton não tem uma taxa, tem uma escada. A tabela dela é progressiva: quanto mais o CNPJ fatura, menos ele paga, e a faixa é recalculada conforme o volume sobe. Isso significa que citar "a taxa da Ton" sem dizer a faixa é citar nada.

Faixa de faturamento mensalDébitoCrédito à vistaCrédito 12x
Promoção: 30 dias ou até R$ 5 mil em vendas0,57%0,57%7,97%
Até R$ 3 mil1,69%3,86%20,39%
De R$ 3 mil a R$ 6 mil1,39%3,34%12,38%
Acima de R$ 30 mil1,19% (a menor da Ton)Não publicaNão publica

Repare no salto do parcelado, o dado mais subestimado dessa tabela: 20,39% em 12x na faixa de entrada contra 12,38% na faixa seguinte. São 8 pontos percentuais. Para uma loja que parcela bastante, cruzar a marca de R$ 3 mil por mês vale mais do que trocar de operadora. Um CNPJ que fatura R$ 2.900 e vende parcelado está pagando caro por 100 reais de faturamento.

A mesma lógica de degrau aparece no PagBank, em formato de porteira: o plano Super Max exige vender mais de R$ 2.000 por mês para valer 1,44% no débito e 3,49% no crédito. Quem não bate o mínimo cai no Essencial e paga 2,39% e 4,99%, quase o dobro.

E aí chega a virada. Acima de R$ 15 mil por mês, a Cielo zera o aluguel e trabalha com 1,19% no débito. A Ton só alcança esses mesmos 1,19% acima de R$ 30 mil. Ou seja: na faixa entre R$ 15 mil e R$ 30 mil existe uma janela em que a Cielo com aluguel isento entrega, no débito, um número que a Ton ainda não entrega. Quem está nessa faixa deveria pelo menos pedir a proposta. Veja o detalhamento em melhor maquininha para quem fatura alto e, no outro extremo, em melhor maquininha para quem vende pouco.

Comparativo por perfil de CNPJ

Não existe uma maquininha melhor para todo CNPJ, existe a melhor para o seu volume e para a sua operação. Como Stone, Rede e boa parte das condições da Cielo trabalham com taxa negociada, os valores abaixo são qualitativos de propósito: qualquer número fechado que alguém prometa para essas operadoras antes de analisar o seu faturamento é chute.

Perfil do CNPJEscolha indicadaPor quê
PJ pequeno, até cerca de R$ 2 mil por mês InfinitePay ou Ton Abaixo desse volume, nenhum aluguel se paga. A InfinitePay tem a melhor tabela publicada sem custo fixo (1,37% de débito, 3,15% de crédito, 12,40% em 12x, Pix grátis). A Ton cobra 1,69% na entrada, mas entra a 0,57% nos 30 primeiros dias, dá garantia vitalícia e aceita CPF.
De R$ 2 mil a R$ 6 mil por mês Getnet Aluguel (Get Mini) ou Ton A partir de cerca de R$ 2 mil em débito, os R$ 14,90 da Get Mini já se pagam contra os 0,95% de taxa. A Ton reage ao cruzar R$ 3 mil, caindo para 1,39% e derrubando o parcelado de 20,39% para 12,38%.
De R$ 6 mil a R$ 15 mil por mês Getnet, InfinitePay e propostas de Stone e Rede Aqui já vale abrir negociação em paralelo. A InfinitePay mantém tabela até R$ 20 mil e a Getnet Aluguel também. Peça proposta da Stone (D+0) e da Rede para usar como alavanca.
Volume alto, acima de R$ 15 mil por mês Cielo A isenção do aluguel entra em vigor e o débito fica em 1,19% sem custo fixo. É a faixa em que a Ton ainda não chegou nesse número, porque ela só atinge 1,19% acima de R$ 30 mil.
Loja com frente de caixa e PDV Cielo (TEF ou LIO On) O TEF integra o pagamento ao sistema de caixa e a LIO On junta POS e PDV no mesmo aparelho. Supermercado e farmácia ganham mais em conciliação do que em centésimos de taxa.
Precisa do dinheiro no mesmo dia Stone (D+0) ou Ton com D+0 opcional A Stone trabalha em D+0 e a Ton oferece D+0 como opção sobre o padrão D+1. A Getnet fica em D+2, o pior prazo publicado desta lista.
Opera com CPF, ainda sem CNPJ Ton, PagBank ou Mercado Pago A maquininha física da InfinitePay é exclusiva para CNPJ e a Stone também só atende CNPJ. A Ton aceita CPF e CNPJ, o que resolve a transição sem trocar de operadora.
Quer aceitar cartão sem comprar aparelho Get Tap ou Cielo Tap O celular vira maquininha. A Get Tap publica 0,99% no débito e 2,98% no crédito à vista, sem aluguel. Resolve o custo de entrada, não resolve o prazo (D+2).

A taxa anunciada é piso, não teto

Toda taxa de vitrine é a proposta inicial da operadora, não o limite do que ela aceita. O dado do Sebrae é claro: quem negocia paga cerca de 0,4 ponto percentual a menos. Num CNPJ que passa R$ 20 mil por mês, isso dá R$ 80 por mês, R$ 960 por ano, por uma ligação.

Três operadoras nem fingem ter preço de tabela. A Stone divulga apenas pisos ("a partir de 0,74% no débito e 2,99% no crédito") e fecha o resto na conversa, pelo 3004-9680. A Rede, do Itaú, não publica taxa nenhuma e atende pelo 4001 4433. A Cielo publica planos, mas negocia por volume, pelo 4002 5472. Nesse jogo, quem chega sem proposta concorrente na mão aceita o primeiro número.

O roteiro que funciona é simples. Levante o extrato dos últimos três meses separando débito, crédito à vista e parcelado, porque a operadora vai pedir exatamente isso. Peça proposta formal a pelo menos três (uma independente, uma de banco e uma sem aluguel) e mostre a proposta A para a operadora B, sem constrangimento, é o funcionamento normal do mercado. Negocie o pacote inteiro, não só o débito: aluguel, prazo de recebimento, taxa de antecipação e parcelado entram na mesma mesa. No regime de MEI o poder de barganha é menor, mas o telefone continua funcionando. Os canais do PagBank são 4003-1775 e 0800 728 2174, o do Mercado Pago é 0800 637 7246 e o da Getnet é 4002-4000.

MEI, ME ou EPP: quando migrar

O enquadramento tributário não muda a taxa da maquininha diretamente, mas muda tudo em volta dela. O MEI tem teto de faturamento anual, e é comum o dono descobrir que estourou o limite justamente porque a maquininha registrou tudo. Vender no cartão é vender com rastro: a mesma máquina que profissionaliza a cobrança também documenta a receita.

Migrar para ME ou EPP costuma acontecer no mesmo momento em que o negócio cruza as faixas que importam para a maquininha (R$ 3 mil, R$ 6 mil, R$ 15 mil), então as duas decisões andam juntas por acidente de calendário. Quem migra ganha acesso a condições que o MEI raramente consegue: proposta negociada de Stone e Rede, isenção de aluguel na Cielo, conta PJ sem tarifa na Rede acima de R$ 20 mil por mês e limites de crédito lastreados no fluxo da maquininha.

Um detalhe operacional pega gente desprevenida: algumas operadoras não são neutras quanto ao documento. A maquininha física da InfinitePay atende só CNPJ, e a Stone também. Ton, PagBank e Mercado Pago aceitam CPF. Se você pretende abrir CNPJ nos próximos meses, escolher uma operadora que aceita os dois evita trocar de máquina no meio do caminho.

Perguntas frequentes

Qual a melhor maquininha para CNPJ em 2026?

Depende da faixa de faturamento. Até cerca de R$ 2 mil por mês, a InfinitePay tem a melhor tabela sem aluguel (1,37% no débito) e a Ton oferece o melhor pacote de entrada. Entre R$ 2 mil e R$ 15 mil, a Getnet no plano Aluguel com a Get Mini tende a sair mais barata no débito, a 0,95% com R$ 14,90 de mensalidade. Acima de R$ 15 mil, a Cielo isenta o aluguel e trabalha a 1,19%.

A Ton tem uma das entradas mais baratas?

Não. Na taxa cheia de entrada, a Ton cobra 1,69% no débito e perde para a Getnet no plano Aluguel (0,95%), para a Cielo no plano Aluguel (1,19%), para a InfinitePay (1,37%) e para o PagBank Super Max (1,44%). A Ton só chega a 1,19% acima de R$ 30 mil de faturamento mensal. O que a Ton entrega de fato é ausência de aluguel, Pix grátis com chave cadastrada, garantia vitalícia, entrada a 0,57% nos 30 primeiros dias e aceitação de CPF e CNPJ.

Precisa de CNPJ para ter maquininha?

Não para todas. Ton, PagBank e Mercado Pago aceitam CPF. Já a maquininha física da InfinitePay é exclusiva para CNPJ, a Stone só atende CNPJ e o Pix da Cielo na maquininha exige CNPJ. Ter CNPJ amplia o leque de operadoras, abre a negociação de taxa e dá acesso a conta PJ e crédito com lastro nas vendas.

Maquininha com aluguel compensa para CNPJ?

Compensa quando a economia na taxa supera a mensalidade. Com a Get Mini da Getnet (R$ 14,90 por mês e 0,95% de débito contra 1,69% da Ton na entrada), o ponto de virada fica em torno de R$ 2 mil por mês em débito. Com a Cielo (R$ 99,90 por mês e 1,19%), o breakeven ficaria perto de R$ 20 mil, mas a isenção acima de R$ 15 mil antecipa a vantagem.

Qual maquininha tem a menor taxa de débito para CNPJ?

Entre as taxas publicadas, a Getnet no plano Aluguel, com 0,95% para Visa e Mastercard em faturamento de até R$ 20 mil. A Stone divulga um piso menor, de 0,74%, mas trata-se de um "a partir de" negociado caso a caso, sem garantia antes da análise do seu faturamento. Entre as opções sem nenhum aluguel, a Get Tap (0,99%) e a InfinitePay (1,37%) lideram.

Em quanto tempo o dinheiro cai na conta?

Depende da operadora. A Stone trabalha em D+0, ou seja, no mesmo dia. Ton e Cielo pagam em D+1, e a Ton oferece D+0 como opção. A InfinitePay paga em D+1 no plano padrão. A Getnet é a mais lenta desta lista, com D+2. Para quem repõe estoque toda semana, esses dois dias de diferença pesam mais no caixa do que alguns centésimos de taxa.

Veredito por faixa de faturamento

A conclusão honesta é que a resposta muda de nome conforme o seu extrato. Nenhuma operadora vence em todas as faixas, e a página que diz o contrário está te empurrando um link.

Faturamento mensalMelhor escolhaCusto de débito de referência
Primeiros 30 dias, qualquer faixaTon (promoção de entrada)0,57% no débito e no crédito à vista, até 30 dias ou R$ 5 mil
Até R$ 2 milInfinitePay, com Ton logo atrás1,37% sem aluguel, contra 1,69% da Ton
De R$ 2 mil a R$ 6 milGetnet Aluguel (Get Mini)0,95% mais R$ 14,90 por mês, já positivo nessa faixa
De R$ 6 mil a R$ 15 milGetnet ou InfinitePay, com propostas de Stone e Rede na mesa0,95% a 1,37%, e a negociação vale 0,4 ponto percentual
De R$ 15 mil a R$ 30 milCielo (aluguel isento)1,19% sem custo fixo, número que a Ton ainda não alcança nessa faixa
Acima de R$ 30 milCielo, Rede ou Ton, tudo negociado1,19% na Ton e na Cielo, e a Rede zera a tarifa da conta PJ acima de R$ 20 mil
Qualquer faixa, com PDV e frente de caixaCielo (TEF ou LIO On)A integração vale mais que a diferença de taxa

Resumindo sem rodeio: quem cobra menos no débito cobra aluguel, e quem não cobra aluguel cobra mais no débito. Esse é o trade-off inteiro. Se o seu CNPJ vende pouco, fuja do custo fixo e olhe InfinitePay e Ton. Se vende bem, o aluguel vira ruído e a conversa passa a ser negociação, com Cielo, Rede e Stone na mesa. E, em qualquer faixa, o número que a operadora te oferece primeiro nunca é o melhor que ela pode dar. Compare o panorama completo de taxas antes de assinar qualquer contrato.

Lucas Ayala
Lucas Ayala
Especialista em crédito e adquirência

Analiso maquininhas de cartão do Brasil desde 2019. Testo as máquinas na prática, confiro taxas direto nas operadoras e escrevo o que a gente realmente verifica.

Maquininha Cielo Smart, nº1 do ranking ★ Nº1 do rankingCielo SmartConfiança e recebimento em D+1 · aluguel a partir de R$ 0 Ver oferta